segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O natal que há em mim...

O natal que há em mim...

O natal que há em mim traz-me o cheiro dos doces acabadinhos de fazer, da pinha que o meu pai queimava à porta de casa, o aconchego da manta, do sofá e do abraço de quem me faz falta, a chegada galopante da meia noite e o medo, saudável, que eu sentia a partir de uma certa hora, quando me deslocava pela casa, porque o menino Jesus deixava os presentes no fogão da cozinha...
O natal que há em mim tem “Música no coração”...
O natal que há em mim relembra-me a infância extraordinariamente feliz que tive...
O natal que há em mim acompanha-me todos os dias...
O natal que há em mim é colorido, mas nem sempre é feliz... Porque, na verdade, tenho, durante todo o ano, alguns momentos menos bons e menos felizes, que me lembram que o natal também é isso...
O natal que há em mim torna-me novamente criança na noite de natal... Mas, na realidade, eu gostava que me mantivesse assim todos os dias do ano...
O natal que há em mim ainda tem os cheiros de outrora, a mãe continua a fazer os doces, o pai continua a queimar a pinha, mas o aconchego do sofá não é o mesmo...
O natal que há em mim transfere a criança feliz que fui para as crianças que tenho agora...
O natal que há em mim conhece mal o pai natal, recebe os presentes do menino jesus...

O natal que há em mim alimenta-se da alegria deles, que são, sem dúvida, o melhor de mim...



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Reencontros

Os reencontros são bons, muito bons mesmo! Nem todos têm a mesma "carga" emocional, nem todos têm a mesma "carga" temporal associada, mas todos eles têm a capacidade de me deixar feliz!

Gosto de reencontros! 
Gosto dos especiais, dos "curriqueiros", dos esperados, dos inesperados... É bom voltar a encontrar... 
É muito bom sentir um reencontro! 
Vê-lo sentido pelos "nossos" é perceber que transmitimos bem o sentir... 











quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Semana #13

Está visto e mais que visto que este relato semanal vai ter que passar de terça para quinta...
E o meu corpo e cabeça pedem que, esta semana, me fique pela reportagem fotográfica...

Para a semana a "reportagem" será adequada ao espírito da época e terá direito a fotografias com uma convidada especial...

Até já!




Há dias assim...



"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 


As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar".

Miguel Esteves Cardoso, in Último Volume

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Semana #12

Fazer este exercício de te contar as nossas semanas tem sido muito gratificante. Para além de poder escrever sobre os assuntos de que gosto, consigo passar em retrospetiva todo um conjunto de acontecimentos vividos e sentidos a quatro, maioritariamente! Por isso também tem sido tão importante pensar, ao fim do dia (ainda que muitas vezes não o escreva aqui), no melhor do meu dia! Este foi o último que escrevi...

Esta semana passou a voar! Entre as viagens, as novas rotinas e os horários (ui... sou eu, o padeiro e toda uma estrada de manhã cedinho...) sobra tempo para pouco! A Carolina sente esta mudança de uma forma diferente do Gonçalo... Está a crescer a minha "menina", tem outro entendimento das coisas...

Para já, posso dizer-te que a gente de Águeda é muito boa gente!

Pronto, já relatei esta semana! Ufa! 
Prometo que para a semana será melhor! 

Mais uma coisinha! Já começamos a contagem decrescente para a tua chegada... E não é de uma forma qualquer, é uma contagem com recurso ao chocolate!


sábado, 30 de novembro de 2013

O melhor do meu dia | sentir a vida fluir




Mais uma vez digo, volto a dizer, redigo, penso, sinto, etc. (não gosto de escrever/dizer etc., mas aqui aplica-se mesmo bem): a vida resolve-se sozinha!

O melhor dos meus dias tem sido sentir a vida a fluir, a resolver-se...
O melhor dos meus dias tem sido observar que tudo se encaixa... a pessoa certa na hora certa, a palavra ideal no momento ideal...
O melhor dos meus dias tem sido fechar os olhos e sentir a necessidade imensa de agradecer! Sim, porque tudo o que pedi se concretizou! 





terça-feira, 26 de novembro de 2013

Semana #11

A vida resolve-se sozinha...
Ontem terminei (terminamos) uma etapa, hoje começo outra... 

Meus Deus, eu sei que nada acontece por acaso, esta é a minha filosofia de vida, há algum tempo! Mas, confesso que esta precisão e eficiência do Universo ainda me consegue arrepiar...

Pronto, lá vou fazer alguns (bastantes) quilómetros por dia! Não é a primeira vez...
Não me assusta, eu adoro conduzir e, acima de tudo, gosto do facto de, nesta viagens, conseguir organizar os pensamentos, ouvir boa música e pôr as conversas telefónicas em dia... Depois, a vida resolve-se sozinha, mesmo!

Lamechices à parte, cá vai a reportagem fotográfica desta semana! 
A Carolina entrou na semana de testes, por isso intensifica-se o estudo a duas (três)... Sim, porque o Gonçalo também já diz que estuda história e inglês:) Mas ele ainda tem tempo de pensar nas táticas da sua equipa de futebol e colocá-las no quadro! 
O frio continua e já se sente o cheiro a Natal! Já fizemos a árvore, falta o presépio!