domingo, 16 de março de 2014

Semana #perdi a conta

A sensação é mesmo esta: perdi a conta...

Perdi a conta e andei perdida. Com uma necessidade enorme de parar, quietar, tranquilizar...

A correria do dia a dia não nos deixa parar e o nosso corpo habitua-se muito facilmente à azáfama, ao corre corre e ao stress. Aconteceu-me querer parar, sentir o aviso do corpo para parar, e não conseguir. Por um lado, sentia o corpo a pedir calma e, por outro, sentia-o a exigir a correria. Engraçado que não tem a ver com a falta de tempo, que também sinto, nada disso... É bem pior: é ter tempo e não conseguir acalmar. Assustou-me, confesso...

Por isso, esta pausa, também por estas bandas, foi necessária. 
Não posso dizer que já quietei tudo, mas já parei um bom bocado, já consegui sentar-me no sofá e não sentir necessidade de fazer alguma coisa... Ajudou, claro está, estar no Enjoy, sem relógio nem horas marcadas, sem pensamentos pré-definidos... e meditar, claro!

Nestas semanas não sei que se passou, mas a vida correu e lá se resolveu! E esta minha introspecção o que originou? Tu que me conheces bem, sabes que quando fico assim tenho que mudar... Desta vez foi a sala! Tudo trocado, mais harmonioso, julgo eu! Serão os meus olhos, ou a calmia do meu pensamento...




quinta-feira, 6 de março de 2014

Conversas por cá #6

Ao jantar, a C. contava um história que se passou na escola dela e finalizou assim:
- Pois mãe, há meninos que pensam que a escola é para brincar!
Responde muito rápido o G.:
Eu até gosto de brincar na escola, mas a minha professora é só trabalhar, só trabalhar, só trabalhar...


- Mãe, és sempre a mesma...
- Porquê?
- Porque estás sempre a dizer para eu arrumar os brinquedos.
- E tu és sempre o mesmo espertinho...
- Pois sou... assim alguém me ajuda...

O N. chegou atrasado à escola para ir buscar o Gonçalo. À noite, ao adormecer, digo eu ao G.:
- Amanhã tens que pedir desculpa à S.
Resposta pronta:
- Eu não, o pai é que tem que pedir!





sábado, 1 de março de 2014

Semana #8

Sinto muito falta de não conseguir escrever aqui com mais frequência... Por tudo e mais alguma coisa e porque escrever me faz bem!

As semanas continuam a voar, por aqui estamos em pleno Carnaval. 
Esta foi uma semana dura (mais uma), a chegar a casa tardíssimo (mais outra), mas as reuniões intercalares terminaram e tenho agora alguns dias de descanso... 

Carnaval é sinónimo de quê para os meus filhos, tua sobrinha e afilhado?

Ela adora...
Ele detesta...

Ela animou-se com a escolha do fato e até foi a uma festa em casa de uma amiguinha!
Ele não quis ir para a escola e passou o dia a perguntar: "Mãe, amanhã o Carnaval já passou, não já?"









E olha que lhe custa muito não ir para a escola... A semana passada faltou no dia do exame e esta semana voltou a faltar para ir a uma consulta e no dia de Carnaval, mas não gosta, diz que fica atrasado nos trabalhos. 

Risotas à parte, lá arranjamos uma alternativa para nos divertirmos no dia de Carnaval da escola.











sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Semana #7

As semanas avançam a passos muito largos... E ainda bem! 
Há dias e situações em que queremos que o tempo pare e há outros, e outras, em que desejamos, fervorosamente, que avance!

Acho que ambas merecemos esta mensagem... Das conversas que tivemos e das partilhas que fizemos, isto é o importante! O tempo passa a correr e a dureza das semanas que ambas temos tido não escondem isto... 

Muitas modéstias à parte... É mesmo assim! E é assim que tenho sentido, muitos quilómetros depois, quando chego a casa e venho praticamente o caminho todo a cantar ciganês... 





sábado, 8 de fevereiro de 2014

Semana #5

Chuva, muita chuva!
Vento, muito vento!
Trânsito, muito trânsito!
E parece que andamos nisto há anos!

E o relato desta semana centra-se neste inverno rigoroso e na escrita! Sim, na escrita!

O Gonçalo começa a gostar de rabiscar, escrever, copiar símbolos e a Carolina fartou-se de escrever para fazer resumos para estudar para os testes! 



Pois, pois! Esta semana recomeçaram os testes dela... e os dos meus alunos... 
Portanto, basicamente esta semana acho que a "única" coisinha que fiz foi ajudar a estudar as mais variadíssimas disciplinas, de diversos anos de escolaridade (do 5º ao 8º ano)... E depois de fazer resumos, esquemas, perguntas lá acompanhei os meninos na realização dos testes...

Correu bem... Mas, será que estudei mais com os outros do que com a minha própria filha? (Ando numa fase muito introspectiva, não é?!) Assola-me este paralelismo de sentimentos e pensamentos, e a sensação de fazer mais (e estar mais) pelos filhos dos outros do que pelos meus... 

Adiante! Sexta foi o "nosso" jantar... Este mês foi em casa, da M., porque o tempo não ajuda a que ela saia de casa, embora esteja muito melhor e em franca recuperação! Upi! E o jantar foi? 




E a sobremesa foi? 




E para rematar? O nosso lar...
Só faltaste mesmo tu!



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Semana #4

Esta semana uma pergunta mudou o meu estado de espírito... 

O miúdo poderia ter-ma feito há uns meses, há umas semanas, ou daqui a algum tempo, mas não, fê-la na semana precisa que eu precisava de a ouvir... na semana precisa em que eu precisava acordar, abanar, questionar, mais uma vez, mais uma vez...

O miúdo, no meio da turbulência que foi a sua vida, podia nunca ter feito aquela pergunta... Mas fez! 

Precisei ouvir da sua boca a sua história, assimilar o seu sofrimento e terminar vendo e sentindo o seu sorriso...
No fim, ouvir esta pergunta: "Professora, o que eu posso fazer para ser melhor?"

Precisei ouvir a sua história, e esta pergunta, e acordar...

Esta semana foi, depois deste episódio, também isto: valorizar as pequenas coisas. As mais importantes são essas e, no fim de contas, a falta de tempo, que tanto me tem importunado, não conta... Conta, sim, aquilo que fazemos com o pouco tempo que temos... 


Boa semana para ti minha amiga... O pouco tempo que tenho tido ainda dava para partilhar sorrisos contigo! 
Fazes-me falta... Fazes-nos falta...



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Semana #3

Começa a custar... Há dias que começa a doer, até!
Assim, desta forma nada propositada, a vida nos ensina a lidar com as perdas, ainda que temporárias, como esta, e com as frustrações... 
Achamos sempre que já nos ensinou o suficiente... bem, eu acho! Mas, a verdade é que ninguém é de ninguém e temos que aprender a "sobreviver" uns sem os outros! Por isso, estou a dar muito valor a esta perda temporária, aliás, como já havia dado a algumas permanentes que tive... 
Não me canso de pensar nisto, de repetir isto: temos que dar valor aos que amamos enquanto os temos perto de nós! Muitos beijos, muitos abraços, muitos mimos, muitos "gosto de ti"... 
É assim que faz sentido, para mim! 
Contudo, nem sempre consigo pôr em prática estas resoluções, que, regra geral, tenho sempre perto do meu aniversário e depois vou repetindo muitas vezes no ano... Ainda assim, sinto que tenho que me esforçar mais...

Esta semana custou... 
Custou muita coisa... 
Custou-me o tempo... Pensar que "perco" 3 horas do meu dia em viagens, e que podia dedicar essas 3 horas aos meus, custa-me muito...
Custou-me o cansaço... Depois dos "achaques" por causa do meu cansaço caio em mim e sinto que ninguém tem culpa do meu cansaço...
Custou-me muito sentir-me "roubada"... (lembra-me para te mostrar o meu recibo de vencimento deste mês...)
Custou-me o nariz entupido e as dores de garganta...
Custou-me a chuva...
Custou-me a angústia de ter uma amiga no hospital...
Custou-me não poder partilhar contigo o meu vírus da gripe!


Valeu-me uma meditação no meu dia livre! 
Valeu-me chegar a casa e sentir o conforto, que, graças ao muito trabalho do meu marido, ainda não me tiraram...
Valeu-me o sorriso dos meus pequenos, os mil beijos à noite, antes de adormecer...
Valeu-me agradecer pelo marido que Deus colocou no meu caminho (porque outro já me tinha posto a mexer...)
Valeu-me olhar para os meus pais e agradecer por ainda os ter comigo...
Valeu-me pensar em ti e pensar que julho é já ali...
Valeu-me um dia de sol...
Valeu-me a melhora da M.
Valeu-me pensar que tenho trabalho...
Valeu-me a amizade, dos que me escolheram e que eu escolhi...

Valeu-me a vida, que se resolve sozinha!



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Semana #2

Mais uma! A semana 2, segundo a minha batota!
Esta batota foi muito propositada, porque eu sei que se mandar a informação ao meu cérebro de que esta é "somente" a segunda semana me irá custar menos... E assim tem sido!

Esta semana conseguimos dar mais um passinho (de caracol) naquele problema da Carolina... Sinal que cresceu, um bocadinho... A ver como corre para a semana!
Ela quer que tu vejas a última remodelação do quarto! 



Esta semana foi também a última dos meus 35... Caramba! 
35 anos, uma família, dois filhos e um cão, os mesmos amigos dos 18 anos e os mesmos sonhos, menos medos, algumas tristezas, tantas alegrias... e a certeza de que a vida se resolve sozinha!


Último dia dos 35...
O sentimento é este...

Não sou nada. 
Nunca serei nada. 
Não posso querer ser nada. 
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro Campos

sábado, 11 de janeiro de 2014

Semana #1

Ano novo, contagem nova!

Pensei, pensei e decidi começar uma nova contagem... As três semanas que cá estiveste de corpo presente deram para fazer um reset nas semanas anteriores e nas nossas saudaditas também!

Por isso, agora, o balanço semanal será feito ao sábado e também porque, verdade seja dita, durante a semana eu não consigo...



Adiante! Semana de início de aulas... Custou! Às crianças e a mim! 

Esta semana fui à casa dos teus pais e estava o teu carro à porta... Bem, deu-me um arrepio na espinha... Já estava novamente habituadinha a ter-te cá, confesso! Mas, é engraçado que me custou menos sentir-te regressar a Timor! Talvez por te sentir bem! 

O Gonçalo entrou em grande! Olha bem o que ele fez... O rapaz gosta de matemática:)






sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Conversas por cá #5

Na cozinha (mãe e três filhos...)

Diz o Gonçalo com ar sonante:
- Joaquim, olha para as tuas orelhas! Parecem as orelhas de um burro...
- Como sabes como são as orelhas de um burro? - pergunta a Carolina
- Olha, sei muito bem... São assim levantadas como o Joaquim fez...


Carolina e Gonçalo na brincadeira, até que, depois de um disparate dele, ela diz:
- És um cromo, Gonçalo...
(silêncio pensativo do Gonçalo)
- Olha, e tu és uma caderneta!







sábado, 4 de janeiro de 2014

Ano novo, velhos hábitos [porque os bons são para manter] - ii

Uma sexta por mês é nossa, só nossa...
As mulheres, mães, esposas juntam-se e são só amigas. As amigas!

Um resolução que fizemos no início do ano passado e que cumprimos religiosamente todo o ano...
Uma resolução que esperamos continuar a cumprir no decorrer deste ano e nos próximos!

Poucos requisitos: uma sexta por mês; seis mulheres; uma mesa para jantar e alguns jarros de sangria; as nossas reflexões, desabafos e gargalhadas; alguns cigarros; os nossos "anjos"...

O de ontem foi também de despedida... Um até já! 
No jantar de julho esperamos ter-te connosco de novo, Clarinha! 

Ano novo, hábitos renovados [porque os bons são para manter]...




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ano novo, velhos hábitos [porque os bons são para manter] - i

Os anos passam e nós continuamos iguais... Bem, iguais assim a tender para o melhor na aparência! 
Muito iguais na genuinidade da nossa amizade.

Estamos juntos desde a pré-história, partilhamos as famosas jantaradas, noitadas e afins de solteiros; passamos todas as manhãs de verão a dormir, a hora de almoço e a tarde na praia e a noite na rambóia...; fomos ao casamento uns dos outros (bem, falta um); passamos ritualmente os dias de passagem de ano juntos; assistimos ao nascimento dos sobrinhos (já são sete); e, sempre que nos juntamos há festa!

Passados sensivelmente 16 anos, poder dizer que fazemos tudo o que fazíamos, com a mesma alegria, genuinidade e galhofa é muito bom! 

Ok, trocamos a hora de almoço na praia pela manhã e a regularidade das noitadas por programas em que os miúdos nos possam acompanhar... De resto, mantém-se tudo...

Este ano apreciei os cinco dias que passamos juntos, com a desculpa de passarmos o ano, desta forma... a observar!

Crianças acordadas até às tantas, completamente entretidas nas suas brincadeiras, sem horas para comer, nem dormir! 
Adultos de fato de treino, como cabelo despenteado, cartas na mesa e galhofa o tempo todo... 
Adultos a fazerem mais barulho do que as crianças... 

Que bom!!!!!! 

Depois de receber a energia do natal, em família, começar o ano a contrariar a rotina dos restantes trezentos e poucos dias... 

Ano novo, velhos amigos [porque os bons são para manter]



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

E então, o fim [ou o recomeço]...

Muitas noitadas e mensagens depois conseguimos terminar...
O sentimento de "dever" cumprido e de missão finda é inexplicável... 

Mesmo a muitos quilómetros de distância fomos capazes de nos ajudar e de nos apoiar... É, sem dúvida, o que me deixa mais feliz! Houve alturas que, no meio dos papéis, dos livros e dos programas estatísticos, pensei que desistiríamos...

Continuamos e concluimos... Com distinção! Não era primordial, mas foi muito bom de ouvir! 

No final, o brinde merecido e o abraço esperado! 
Há abraços que valem etapas e o nosso foi assim... 

Agora, recomeçamos...
Afinal, assim é a vida... 

Ano novo, projetos novos!


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O natal que há em mim...

O natal que há em mim...

O natal que há em mim traz-me o cheiro dos doces acabadinhos de fazer, da pinha que o meu pai queimava à porta de casa, o aconchego da manta, do sofá e do abraço de quem me faz falta, a chegada galopante da meia noite e o medo, saudável, que eu sentia a partir de uma certa hora, quando me deslocava pela casa, porque o menino Jesus deixava os presentes no fogão da cozinha...
O natal que há em mim tem “Música no coração”...
O natal que há em mim relembra-me a infância extraordinariamente feliz que tive...
O natal que há em mim acompanha-me todos os dias...
O natal que há em mim é colorido, mas nem sempre é feliz... Porque, na verdade, tenho, durante todo o ano, alguns momentos menos bons e menos felizes, que me lembram que o natal também é isso...
O natal que há em mim torna-me novamente criança na noite de natal... Mas, na realidade, eu gostava que me mantivesse assim todos os dias do ano...
O natal que há em mim ainda tem os cheiros de outrora, a mãe continua a fazer os doces, o pai continua a queimar a pinha, mas o aconchego do sofá não é o mesmo...
O natal que há em mim transfere a criança feliz que fui para as crianças que tenho agora...
O natal que há em mim conhece mal o pai natal, recebe os presentes do menino jesus...

O natal que há em mim alimenta-se da alegria deles, que são, sem dúvida, o melhor de mim...



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Reencontros

Os reencontros são bons, muito bons mesmo! Nem todos têm a mesma "carga" emocional, nem todos têm a mesma "carga" temporal associada, mas todos eles têm a capacidade de me deixar feliz!

Gosto de reencontros! 
Gosto dos especiais, dos "curriqueiros", dos esperados, dos inesperados... É bom voltar a encontrar... 
É muito bom sentir um reencontro! 
Vê-lo sentido pelos "nossos" é perceber que transmitimos bem o sentir... 











quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Semana #13

Está visto e mais que visto que este relato semanal vai ter que passar de terça para quinta...
E o meu corpo e cabeça pedem que, esta semana, me fique pela reportagem fotográfica...

Para a semana a "reportagem" será adequada ao espírito da época e terá direito a fotografias com uma convidada especial...

Até já!




Há dias assim...



"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 


As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar".

Miguel Esteves Cardoso, in Último Volume

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Semana #12

Fazer este exercício de te contar as nossas semanas tem sido muito gratificante. Para além de poder escrever sobre os assuntos de que gosto, consigo passar em retrospetiva todo um conjunto de acontecimentos vividos e sentidos a quatro, maioritariamente! Por isso também tem sido tão importante pensar, ao fim do dia (ainda que muitas vezes não o escreva aqui), no melhor do meu dia! Este foi o último que escrevi...

Esta semana passou a voar! Entre as viagens, as novas rotinas e os horários (ui... sou eu, o padeiro e toda uma estrada de manhã cedinho...) sobra tempo para pouco! A Carolina sente esta mudança de uma forma diferente do Gonçalo... Está a crescer a minha "menina", tem outro entendimento das coisas...

Para já, posso dizer-te que a gente de Águeda é muito boa gente!

Pronto, já relatei esta semana! Ufa! 
Prometo que para a semana será melhor! 

Mais uma coisinha! Já começamos a contagem decrescente para a tua chegada... E não é de uma forma qualquer, é uma contagem com recurso ao chocolate!