quinta-feira, 8 de maio de 2014

Barcelona [I]

Barcelona, finalmente! 
Barcelona, voltaremos! Sem dúvida...

O Gonçalo adorou o avião (era a sua estreia), a Carolina adorou andar de mapa na mão a conhecer e descobrir a cidade...

Eu adorei tudo! Tanto, que vamos por partes.

Foi assim o dia 1...





"A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos." Fernando Pessoa


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Semana[s] perdi a conta #3

Há semanas que se perde a conta, vive-se o dia a dia, a rotina do dia a dia, e segue-se... 

Foram semanas assim! E, nestes dias, sinto que disse tudo nas nossas trocas de mensagens e telefonemas. Não senti necessidade de escrever aqui...

Coincidiu com o início do 3º período, o qual me custou muito!!!!! Aliás, o que me custou foi parar, parece que perdi a adrenalina! Demorei alguns dias para recomeçar... Passou! 

Há dias que não passam, se passam; não voam, nos transportam... E, sabes uma coisa, cheguei à conclusão que estes dias fazem falta... São eles que nos fazem pensar mais e melhor e olhar para outras coisas, refletir... 



Coincidiu, também, com festas, um batizado e a preparação do nosso fim de semana prolongado em Barcelona...

Ainda assim, não deixei de fotografar! Aqui fica a "minha" reportagem destes últimos dias/semanas...












E esta última foi especialmente tirada a pensar em ti! Vês o espaço que falta? É o teu! 




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Happy days #2

Foi domingo de Ramos e o Gonçalo fez-te um desenho com flores, porque, segundo ele "se é dia de dar flores à madrinha tenho que desenhar flores", com um coração vermelho, cor do Braga, "porque gosto muito da madrinha"... 
A mana ajudou a escrever o texto que ele escolheu. Engraçado que com esta brincadeira constante deles, das escolas, ele já conhece quase todas as letras do alfabeto!




Domingo foi também dia de passarmos horas muito agradáveis no rio. A Ling, a Zuca e o Joaquim deliraram com as correrias e brincadeiras com a bola e nós, mais uma vez, percebemos que o essencial é muito pouco... Natureza, ar puro, a companhia de quem mais gostamos... Tudo em tão pouco. 

Foi domingo, fomos ao rio, estava sol e tu fizeste-nos falta! 
Procuramos o crocodilo de Timor e, como sempre, pensamos em ti!



Está sol, comecei o projeto verão e fazes-me falta! 
Habituei-me a ter sempre à mão a minha personal trainer e agora não sei treinar sozinha! 
Rendi-me a estes suminhos maravilhoso, diz lá o que te parece?


Os dias continuam solarengos e continuas a fazer-me falta...

Querias saber como estava o Joaquim... Aí o tens! 



quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dia dos irmãos [dia do amor]

Passei o dia todo a "ruminar" no dia dos irmãos e, inconscientemente, pensando "que disparate"... 

Ao longo do dia, o meu lado racional foi-me sussurrando "não comemoras o dia da mãe?"; "não festejas o dia do pai?"... No carro, disse aos meus filhos "fofinhos, sabem que hoje é o dia dos irmãos?", a resposta veio em forma de pergunta e tal como eu esperava "e nós nem fizemos desenhos como fazemos sempre nos dias importantes?"

Demoramos pouco a chegar a casa e eles meterem-se, literalmente, cada um no quarto do outro. Demoraram algum tempo, desceram, primeiro ele, de seguida ela, e foram para a secretária desenhar. 

Depois, trocaram presentes e desenhos. Escolheram, no quarto um do outro, aquilo que consideraram ser os objetos mais especiais, embrulharam e trocaram verdadeiros "tesouros", afetos, partilhas só deles...

Fiquei com o coração a transbordar... Tão feliz por vê-los e senti-los verdadeiros irmãos, não hoje porque é dia dos irmãos, mas todos os dias! 

Um amor sem igual...
Um amor como o meu pelo meu irmão...
Uma relação tão parecida com a nossa que só ela atenua a dor de não poder dar um abraço ao meu...













quarta-feira, 9 de abril de 2014

Continuas a fazer-me falta [e continuo a perder a conta às semanas]

Está sol. Chegou a interrupção da Páscoa. A cidade convida aos passeios. O comércio da "nossa" cidade convida ao entrar e sair das lojas. As coleções são giras e de sapatos nem falemos... As esplanadas estão cheias. A hora do lanche é pretexto para passeios ao ar livre. O parque infantil está no mesmo sítio. Tenho tudo e não te tenho aqui...

Está sol. É quase Páscoa. Aproximam-se as procissões e o domingo das madrinhas. Os hipermercados estão cheios de amêndoas. Tenho tudo e tu não estás aqui...

Está sol. Partiu o Manuel Forjaz. 

Está sol. Na viagem para Águeda penso nas outras partidas da minha vida e na falta que me continuam a fazer...

Nunca se prepara um adeus... Mas quem parte prepara-nos...

Há tempos que acompanhava a luta do Manuel Forjaz, não há tempo suficiente para conhecer o intimo da sua história, mas o necessário para sentir a sua dor. Vivi-a 8 longos anos, reconheço todos os pormenores, os cheiros, até... A fé do início, a fé do meio e a fé do fim [e recomeço]...

Partiu o Manuel Forjaz, depois de 5 anos de luta... Partiu como partem tantos outros, anónimos, somente teve o privilégio de dar o seu exemplo. E eu gostei muito do seu exemplo, das suas palavras e a sua fé!

Está sol e os meus dias têm sido de reencontros e de muita fé. 
Está sol e eu estou feliz!
Está sol e entre perdas temporárias e reencontros sou feliz! 




sexta-feira, 28 de março de 2014

Equilibrar precisa-se... Semana perdi a conta #2

Resoluções para esta primavera: equilibrar!

Já consegui o primeiro equilibrio: deixar os lacticínios e os resultados estão bem à vista, no meu bem estar e na minha cara!

Mas, quão difícil é equilibrar?
Muito, muito, muito...
Quão inimigo do equilibrio é o medo?
Muito, muito, muito...

Equilibrar precisa-se: o pensamento, o corre-corre, as palavras, as corridas... os abraços, também!
Aprender a viver o presente, esquecer o passado, não exagerar no futuro...





segunda-feira, 24 de março de 2014

Chegou a surpresa...

Há mentiras saudáveis...
Há presentes que valem sonhos!

Nas últimas semanas as saudades têm-se acentuado! Muitas manifestações do sentir falta, muitas perguntas "Quando vem a madrinha do Timor?", "Mãe, vou mandar um mail à Cãua... Vou fazer um trabalho de português sobre ela e sobre Timor...", "Hoje sonhei com a madrinha!" etc... etc...

Eles sentem a tua falta, a tua presença, e isso deixa-me tão, mas tão feliz! Sinal de que os educamos bem e que lhes transmitimos os valores corretos. Valorizam os sentimentos e as pessoas...

Por isto tudo, estes presentes foram tão importantes! Não foram uns presentes quaisquer, vieram de muito longe, como eles disseram, e, na cabecinha deles, simbolizam alguém que lhes faz muito falta! 

Esta tua decisão em fazer-lhes esta surpresa foi jogada de "mestra"... Foi um sufoco esconder os presentes e preparar a caixa sem eles verem, mas valeu a pena! Sentiram-te um bocadinho mais perto e, apesar dos 17 000 km, receberam algo teu!

Depois de abrirem os presentes disse assim a Carolina:
- Vou já mandar uma mensagem à Cãua a agradecer!
- Eu não tenho telémovel, a mãe liga para nós falarmos! - responde o Gonçalo.